quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

15 - Platão - O Sofista. Martin Heidegger


No Sofista, Platão considera o ser-aí humano em uma de suas possibilidades mais extremas, a saber, na existência filosófica. E, em verdade, Platão mostra indiretamente aquilo que o filósofo seria, na medida em que explicita o que o sofista seria. E ele não nos mostra essas determinações, na medida em que apresenta um programa vazio, isto é, na medida em que diz o que seria preciso fazer, caso se queira ser filósofo, mas na medida mesmo em que ele filosofa. Pois só se pode dizer concretamente o que seria o sofista, como não filósofo propriamente dito, se se vive por si mesmo na filosofia. 
Formato: 14 X 21
Páginas: 764
Editora: Forense universitária

Sumário

NECROLÓGIO PARA PAUL NATORP
CONSIDERAÇÃO PRÉVIA
PARTE INTRODUTÓRIA
PRIMEIRO CAPÍTULO -  A visão panorâmica preparatória dos modos do a) desvelamento (e) ciência, arte, circunvisão, sabedoria, pensamento (Ética a Nicômaco VI, 2-6)
SEGUNDO CAPÍTULO -  A gênese da sofi/a (sabedoria) no interior do ser-aí natural dos gregos
(ai) percepção sensível, e) a experiência, arte, e) ciência, sabedoria) (Metafísica I, 1-2)
TERCEIRO CAPÍTULO
 A questão acerca do primado da circunvisão ou da sabedoria como os modos mais elevados do a) desvelamento (Metafísica I, 2; Parte 2; Ética a Nicômaco VI, 7-10; X, 6-7)
TRANSIÇÃO
A FIXAÇÃO DO CAMPO TEMÁTICO A PARTIR DO ALHΘEUEIN
§ 27. O que foi realizado até aqui e a tarefa ulterior. O que foi realizado até aqui: a conquista do modo de acesso (=  desvelamento). A tarefa: fixação do tema a partir do a)lhθeu/ein (do desvelamento) em Platão (= diale/gesθai – exame dialógico). Primeira indicação do tema: a revolução do conceito de ser; o ser do não ser (= falso)
PARTE PRINCIPAL
A INVESTIGAÇÃO PLATÔNICA ACERCA DO SER – INTERPRETAÇÃO DE O SOFISTA – OBSERVAÇÕES PRÉVIAS
INTRODUÇÃO – A PREPARAÇÃO DO DIÁLOGO (O SOFISTA – 216a-219a)
PRIMEIRA SEÇÃO – A BUSCA DO LOGOS (LINGUAGEM) DA EXISTÊNCIA FÁTICA DO SOFISTA (O SOFISTA 219a-221c)
PRIMEIRO CAPÍTULO
 Um exemplo do método da definição. A definição do a
SEGUNDO CAPÍTULO
 A definição do sofista. Definição 1-5 (221c-226a)
TERCEIRO CAPÍTULO
 Excurso – Orientação sobre a posição de Platão em relação ao discurso. A posição de Platão em relação à retórica. Interpretações do Fedro
QUARTO CAPÍTULO
 As definições do sofista. Sexta e sétima definições (226a-236c)
SEGUNDA SEÇÃO – EXPLICITAÇÃO ONTOLÓGICA – O SER DO NÃO SER (236e-237a)
PRIMEIRO CAPÍTULO - As dificuldades no conceito de não ser (237a-242b)
SEGUNDO CAPÍTULO -  As dificuldades no conceito do ente. A discussão das doutrinas antigas e contemporâneas do ente) (242b-250e)
TERCEIRO CAPÍTULO -  A resolução positiva do problema por meio da (consonância entre os gêneros) (251a-264c)
ANEXOS
ADENDOS – A PARTIR DO MANUSCRITO DE HEIDEGGER
ADENDO ORIUNDO DO CADERNO DE S. MOSER
POSFÁCIO DA EDITORA

Heidegger

Um dos maiores pensadores do século XX, nasceu em 26 de setembro de 1889, na cidade de Messkirch, Alemanha. Foi assistente de Edmund Husserl e trabalhou como professor efetivo nas Universidades de Marburg e de Freiburg. Entre seus alunos estão algumas das figuras mais importantes do pensamento contemporâneo: Hannah Arendt, Hans Georg Gadamer, Herbert Marcuse, entre outros. Em 1927, publicou sua obra central, Ser e tempo. Sua obra completa possui quase 100 volumes e está dividida em ensaios, conferências, discursos, preleções e livros. Em português temos já uma gama significativa de traduções: Introdução à metafísica, Heráclito, Ensaios e conferências, Carta sobre o humanismo, Nietzsche: metafísica e niilismo etc. Heidegger faleceu em 26 de maio de 1976.

Leia a Resenha da tradução brasileira do Platão: O sofista de Martin Heidegger, feita pelo prof. Roberto S. Kahlmeyer-Mertens, Professor da UNIOESTE



terça-feira, 8 de novembro de 2016

14 - Livro, Jesus Histórico: O Caminho do Amor e do Cuidado. David Rubens de Souza


Como Jesus foi visto ao longo da história? Em cada período Jesus foi interpretado de forma muito particular. Diante disso surgem algumas questões: seria possível reconstruir o verdadeiro Jesus histórico? O que os evangelhos ensinam sobre o Homem de Nazaré? Qual foi sua mensagem? Como foi seu ministério? Com quem ele andava? Será que os evangelhos apresentam respostas para esses dilemas? 
O movimento criado por Jesus há cerca de dois mil anos atrás continua até hoje, mas seria possível reconhecer a mensagem e a prática de Jesus no movimento que leva o seu nome? Qual a relação da igreja atual com o caminho de Jesus relatado nos evangelhos? 
É preciso saber quem foi Jesus para entender qual é a missão dos cristãos hoje.

Apresentação: Brochura 
Formato: 12 x 18cms 
ISBN: 978-85-5507-379-3
Páginas: 110 
Edição: 1ª 
Ano Publicação: 2016
Editora: Prismas

 Jesus Histórico: O caminho do amor e do cuidado 
David Rubens de Souza



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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

13 - MITO E REALIDADE. Mircea Eliade


Editora: Perspectiva
Assunto: Filosofia
Formato: 12,5x22,5
Páginas: 179
Edição: 6ª – 2006

Relato da Leitura:
Maravilhoso livro de Mircea Eliade, gosto de estudar a origem e o significado dos mitos e este livro do grande escritor Eliade é excelente. O autor comenta os mitos de diversas religiões de uma forma impressionante. Ele fala da atualização do mito através do ritual, trabalha também a grandeza e a decadência dos mitos. Livro para ser lido e relido. Belíssima obra, na verdade gosto mais deste livro do que “Sagrado e Profano” do mesmo autor.            

Comentário da Editora:
O mecanismo, a função e a evolução do mito constituem hoje estudo indispensável nas modernas ciências do homem, não só porque a ele se ligam basicamente as indagações sobre o significado do mundo e da existência humana, mas também porque dele dependem essencialmente a compreensão de nossas formas de linguagem, expressão e comunicação. Em Mito e Realidade, um dos mais importantes mitólogos da atualidade, Mircea Eliade, reúne uma exposição histórica e uma síntese filosófica em um livro fundamental da bibliografia no assunto.

Li o livro no segundo semestre de 2007.

Nota: 9


12 - A ESTRUTURA DAS REVOLUÇÕES CIENTÍFICAS. Thomas S. Kuhn


Editora: Perspectiva
Assunto: Ciência
Formato: 12,5x22,5
Páginas: 260
Edição: 12ª – 2013

Relato da Leitura:
Trata-se de um clássico, livro muito citado por filósofos e cientistas. Achei a leitura um pouco difícil, num primeiro momento posso dizer que o texto chega ser profundo o que acaba comprometendo a compreensão, quem não é da área das ciências vai ter dificuldade e dificilmente dará conta da leitura. Lembrando que o livro foi escrito por um físico, o leitor precisa se esforçar bastante para acompanhar o raciocínio do autor. Interessante também é o levantamento histórico seguido pela proposta de revolução científica. Penso que o livro seja mais indicado para o círculo acadêmico.         

Comentário da Editora:
Thomas S. Kuhn iniciou sua carreira universitária como físico teórico. As circunstâncias levaram-no ao estudo da história e a preocupações de natureza filosófica. Trajetória incomum, que este livro de certa forma sintetiza e que explica seu caráter polivalente. Múltiplas áreas, desde as exatas até as humanas, convergem para as agudas análises, que levam o autor, questionando dogmas consagrados, a ver o progresso da ciência não tanto como o acúmulo gradativo de novos dados gnosiológicos, e sim como um processo contraditório marcado pelas revoluções do pensamento científico. Tais revoluções são definidas como o momento de desintegração do tradicional numa disciplina, forçando a comunidade de profissionais a ela ligados a reformular o conjunto de compromissos em que se baseia a prática dessa ciência. Um dos aspectos mais interessantes de A Estrutura das Revoluções Científicas é a análise do papel dos fatores exteriores à ciência na erupção desses momentos de crise e transformação do pensamento científico e da prática correspondente.

Li o livro no primeiro semestre de 2013.

Nota: 5


11 - HISTÓRIA DA LOUCURA NA IDADE CLÁSSICA. Michel Foucault


Editora: Perspectiva
Assunto: Filosofia
Formato: 12,5x22,5
Páginas: 560
Edição: 10ª – 2014

Relato da Leitura:
A obra que lançou Foucault, livro que você lê e não esquece fica guardado na cabeça. A obra merece o sucesso que fez e continua fazendo. Foucault faz um levantamento das formas como a loucura foi vista, pensada e tratada desde a segunda metade do período medieval, impressionante os detalhes que o autor apresenta na obra, Foucault domino a proposta do princípio ao fim, cada página é preenchida com novas e surpreendentes informações. Foucault construiu uma obra para ficar eternizada. Já usei o livro em aulas e também em conversas do dia a dia.     

Comentário da Editora:
Este livro de Michel Foucault, já um “clássico” da filosofia moderna, não pretende fazer a história dos loucos ao lado, em presença ou no convívio das pessoas “normais”; nem a história da razão em oposição à da loucura. Trata-se de levantar a história dessa divisão incessante, porém sempre modificada – divisão que se produz através de muitas outras, como as definidas por produção, trabalho, riqueza, estrutura familiar, penalidade, coações morais etc.
Não foi, de modo algum, a medicina quem definiu os limites entre a razão e a loucura; no entanto, desde o século XIX, foram os médicos que se encarregaram de vigiar a fronteira e montar guarda na sua cancela. Afixaram nela o rótulo “doença mental”, indicação que vale como interdição.

Li o livro no segundo semestre de 2014.

Nota: 9


domingo, 24 de janeiro de 2016

10 - LUZ E SOMBRAS: UMA EXPERIÊNCIA (ONÍRICA) NOTURNA E UM FRAGMENTO DE CARTA. Ludwig Wittgenstein


Editora: MARTINS EDITORA
ISBN: 8561635339
Edição: 1ª Edição – 2012
Número de Páginas: 115
Acabamento: BROCHURA

Relato da Leitura:
Trata-se de anotações do diário de Wittgenstein, interessante que o livro traz também o texto em alemão, o que pode ser um atrativo a mais para alguns leitores, principalmente para os estudiosos do filósofo, para quem acredito que a obra seja direcionada. Wittgenstein conta a experiência que teve com um “poder divino” em certa noite. O livro é no mínimo curioso, merece ser lido, são poucas páginas. Conhecer a relação de um filósofo do porte de Wittgenstein com a fé é sempre bom.

Comentário da editora:
A relação de Wittgenstein com a fé era ambivalente. Por um lado, ele a associava a algo sombrio, que se revela na sensação de estar totalmente à mercê de um poder divino, de um juiz supremo e severo, como o que aparece no Velho Testamento. Por outro lado, a fé significava "a luz", símbolo de pura espiritualidade, verdade e transparência, coisas a que ele aspirava em seu filosofar. Na vida pessoal, a fé parece relacionar-se à "redenção" de necessidades internas, à "iluminação", no esforço para solucionar problemas filosóficos. 

Li o livro no mês de setembro de 2015

Nota: 5

    

09 - MATÉRIA EM MOVIMENTO: A ILUSÃO DO TEMPO E O ETERNO RETORNO. Regina Schöpke


Editora: MARTINS EDITORA
ISBN: 8561635339
Edição: 1ª Edição – 2009
Número de Páginas: 472
Acabamento: BROCHURA

Relato da Leitura:
Escreve muito a filósofa Regina Schöpke, o livro é daqueles que traz muita informação, eu diria esclarecedor na proposta. A autora escreve de uma forma quase que sedutora, você se prende a leitura do começo ao fim. A questão do tempo é desenvolvida com base no pensamento dos grandes filósofos entre eles: os pré-sócraticos; Platão e Aristóteles; estoicos e epicuristas; Santo Agostinho; Espinosa; Kant; Guyau; Bergson; Heidegger. A autora trabalha também o eterno retorno no pensamento de Nietzsche. Uma obra para ser lida e relida.

Comentário da editora:
Regina Schöpke aborda o tempo nesta obra. Ela pretende levar o leitor ao mundo do eterno retorno, que é o mundo do devir, o mundo da diferença, na forma como Deleuze entende o conceito de Nietzsche: como retorno de um ser pensado como diferença pura, como algo que se efetua no tempo e que só é o mesmo com a condição de ser sempre outro. A autora revê a noção de devir apresentando-a como "matéria em movimento". Para Schöpke, o tempo deve ser visto como duração do mundo, das coisas, e não como fluxo puro que passa independente da matéria, que não se pode dissociar. Para isso, busca a compreensão do conceito de tempo por meio do estudo de vários filósofos e também da física.

Li o livro no mês de junho de 2015

Nota: 8

    

sábado, 23 de janeiro de 2016

08 - A IDEIA DO BEM ENTRE PLATÃO E ARISTÓTELES. Hans-Georg Gadamer

  
Editora: MARTINS EDITORA
Edição: 1ª Edição – 2009
Número de Páginas: 172
Acabamento: BROCHURA
Formato: 12.60 x 18.60 cm.

Relato de Leitura:
Ler Gadamer é sempre uma ótima experiência, ainda mais quando a proposta é interpretar Platão e Aristóteles. Neste livro o “criador” da hermenêutica usa do o seu talento para dar uma ideia profunda do bem no pensamento dos maiores pensadores gregos. Confesso que o livro é denso, acredito que a maioria dos leitores provavelmente não terá animo de passar do primeiro capítulo a não ser que seja um admirador de Gadamer como eu. O livro é ótimo para quem deseja conhecer a capacidade interpretativa do filósofo alemão. Talvez apenas os que são área da filosofia consiga fazer uma boa leitura.

Comentário da editora:
Um dos mais importantes filósofos do século XX centra-se no Protágoras, no Fédon, na República e no Filebo de Platão e nos três tratados morais de Aristóteles para mostrar a continuidade essencial da reflexão platônica e aristotélica sobre a natureza e o bem. Ao fazer isso, Gadamer não só consegue nos dar um exemplo incisivo de sua arte interpretativa, mas também nos dá uma imagem mais clara da dimensão ética de sua própria filosofia e das implicações práticas da teoria hermenêutica.

Li o livro no mês de junho e julho de 2013.

Nota: 6

      

07 - A GÊNESE DA IDEIA DE TEMPO E OUTROS ESCRITOS. Jean-Marie Guyau

  
Editora: MARTINS EDITORA
Edição: 1ª Edição – 2010
Número de Páginas: 287
Acabamento: BROCHURA
Formato: 12.60 x 18.60 cm.

Relato de Leitura:
O assunto do livro me chamou a tenção, eu esperava muito da obra mas infelizmente minhas expectativas não foram atendidas. A leitura é cansativa fui insistente para dar conta. A definição de tempo de Guyau é bastante confusa na verdade não conseguir entender muito bem o que ele estava tentando construir em seu texto. Falta referência apesar de ser um autor do séc. XIX, período de construção, citações ajudaria na compreensão do texto. Resumindo, eu esperava mais da obra. O melhor da obra está no belo texto introdutório de Regina Schöpke, com o título de “Guyau e o tempo que não passa”.        

Comentário da editora:
Dizer que o tempo em si não existe, que ele é uma ideia que se forma em nós a partir dos movimentos do mundo, pode parecer algo absolutamente inusitado. Afinal, estamos realmente acostumados a pensá-lo como uma realidade dada. Mas, apesar do caráter polêmico dessa concepção de Jean-Marie Guyau, a verdade é que não temos do tempo uma percepção real, mas apenas sinais materiais que julgamos ser a prova de sua passagem.

Li o livro no mês de agosto de julho de 2015.

Nota: 2

      

06 - O SAGRADO E O PROFANO: A ESSÊNCIA DAS RELIGIÕES. Mircea Eliade


Editora: MARTINS EDITORA
Edição: 1ª Edição – 1992
Número de Páginas: 191
Acabamento: BROCHURA
Formato: 12.60 x 18.60 cm.

Relato de Leitura:
Conheci esse livro na minha primeira faculdade, trata-se de um clássico, no assunto de religião, mito e símbolo, Eliade é referência obrigatória. O sagrado e o profano é um dos livros mais conhecidos de Eliade no Brasil, leitura de fácil compreensão, o autor afirma existência do sagrado em tudo, ele trabalha diversas religiões da visão ampla e detalhada do sagrado.
O livro é pequeno apenas 191 páginas, o que acaba contribuindo para o interesse do leitor, principalmente para os mais preguiçosos. O livro é pra todos, não consigo pensar em um público especifico ainda mais aqui no Brasil.    

Comentário da editora:
Nesta obra o autor estuda a situação do homem em um mundo saturado de valores religiosos. É uma introdução à história das religiões, um balanço dos nossos conhecimentos nesse campo.Tradutor: Rogério Fernandes.

Li o livro no mês de agosto de 2008.
Preciso reler o tempo será bem investido.

Nota: 6

      
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